Greenwashing não, prega o CEBDS

A primeira vez que encontrei o termo greenwashing foi na Rio 92, em um relatório internacional divulgado pelo Greenpeace durante a Conferência da ONU sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, disponível para download no link http://research.greenpeaceusa.org/?a=download&d=4588 . Lembro que entre os casos citados figuravam indústrias químicas de Cubatão (SP) e a Aracruz.

Não tenho certeza, mas acho que foi nesse relatório histórico do Greenpeace que pela primeira vez apareceu o termo greenwash, que traduzimos livremente na época para lavagem verde ou “esverdeamento” da imagem de uma empresa poluidora. Prática, aliás, que continuou bem difundida nas últimas duas décadas.

Tão comum, por oportunismo e/ou despreparo, que o Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável resolveu enfrentar de frente a questão. Esta pelo menos foi a minha impressão ao ler o Guia de Comunicação e Sustentabilidade apresentado no dia 31 de agosto pelo CEBDS aqui em Porto Alegre (RS), disponível para download no link da entidade que representa 40% do PIB nacional: www.cebds.org.br .

“Não minta. Nunca. Nem um pouquinho. E não deixe que a inverdade saia da empresa em materiais de comunicação, nem em palestras”, alerta o novo Guia do CEBDS (pág. 27). E segue sugerindo (pág.36) uma “Regra de ouro da comunicação da sustentabilidade: existe uma lógica temporal – A AÇÃO VEM ANTES DA COMUNICAÇÃO”.

As ações e os programas de sustentabilidade das empresas precisam estar maduros, gerar resultados, oferecer continuidade e relevância. Nunca o contrário. Este é ponto em que incidem as críticas relacionadas ao greenwashing. Gastar R$ 100 mil com projetos e R$ 1 milhão com a divulgação dele pode ser alvo de duras críticas, fruto de persecuções em instâncias de autorregulamentação publicitária ou até mesmo, dependendo do teor, alvo de ações e sanções públicas.

Durante o lançamento do Guia de Comunicação e Sustentabilidade em Porto Alegre (RS), Fabián Echegaray, da Market Analysis, apresentou os resultados da pesquisa Comunicação e Educação para a Sustentabilidade: Mapeando os Desafios e Oportunidades, encomendada pelo CEBDS. Apenas 15% das pessoas consultadas disseram acreditar que as empresas de fato fazem o que dizem na comunicação sobre sustentabilidade. Por quê será?

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