Pesquisadora resgata história ambiental do Parque da Guarita criado por Lutzenberger em Torres

Morro das Furnas com o município de Torres (RS) ao fundo – Crédito: Bob Villar
Morro das Furnas com o município de Torres (RS) ao fundo – Crédito: Bob Villar

Por Roberto Villar Belmonte

A historiadora ambiental Elenita Malta resgata o trabalho paisagístico realizado por José Lutzenberger no Parque Estadual da Guarita em Torres (RS) em artigo publicado na edição de julho/dez de 2016 da Métis, a revista de História da Universidade de Caxias do Sul. Lutzenberger e a materialização da ética ecológica: o Parque Estadual da Guarita (Torres-RS, 1972-1979) está disponível aqui.

Por coincidência, visitei o parque no final de semana de Natal. Suas falésias são impressionantes. Imaginar que estão ali há 190 milhões de anos é de tirar o fôlego. A vista dos morros das Furnas e da Guarita é simplesmente deslumbrante. Escadarias permitem chegar até perto do mar. Nunca tinha estado ali. Quero voltar. Tomara que esta relíquia geológica e ambiental não seja destruída pela ganância.

Torres está sendo tomada por edifícios de até 30 andares. Andei por ruas tomadas por estes prédios. Achei deprimente. A especulação imobiliária corre solta. Uma tal de construtora Maggi colocou sua marca em todas as guaritas de salva-vidas. No alto do Morro da Guarita é possível ver o novo condomínio Torres Ilhas Park Pedra da Guarita, da construtora de Porto Alegre Bmarket (foto).

Condomínio de luxo está sendo construído próximo ao Parque Estadual José Lutzenberger, nome atual do Parque Estadual da Guarita, administrado desde 1996 pela Prefeitura de Torres – Crédito: Bob Villar
Condomínio de luxo está sendo construído próximo ao Parque Estadual José Lutzenberger, nome atual do Parque Estadual da Guarita, administrado desde 1996 pela Prefeitura de Torres – Crédito: Bob Villar

Passando a Guarita, a praia de Itapeva é tomada por veranistas de carro com um gosto musical de doer, nas margens do Parque Estadual de Itapeva, unidade de proteção integral criada em 2002, questionada pelos que acreditam que natureza boa é natureza destruída e ocupada, nada a ver com a ética ecocêntrica de Lutzenberger, que está fazendo uma falta danada.

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