Posição da Associação Brasileira de Linguística sobre a polêmica do livro didático

Língua e Ignorância

Nas duas últimas semanas, o Brasil acompanhou uma discussão a respeito do livro didático   Por uma vida melhor, da coleção Viver, aprender, distribuída pelo Programa Nacional do Livro Didático do MEC. Diante de posicionamentos virulentos externados na mídia, alguns até histéricos, a Associação Brasileira de Linguística (Abralin) vê a necessidade de vir a público manifestar-se a respeito, no sentido de endossar o posicionamento dos linguistas, pouco ouvidos até o momento. Continuar lendo Posição da Associação Brasileira de Linguística sobre a polêmica do livro didático

Lingüistas brasileiras facilitam a comunicação dos termos e conceitos ambientais utilizados pela ONU

Resultado de um trabalho inédito no mundo realizado por pesquisadoras do Projeto Termisul do Instituto de Letras da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), o Glossário Multilingüe de Direito Ambiental Internacional: Terminologia dos Tratados apresenta 799 termos em português com os respectivos equivalentes em inglês, francês e espanhol, perfazendo um total de 2.798 termos.

Por Roberto Villar Belmonte Continuar lendo Lingüistas brasileiras facilitam a comunicação dos termos e conceitos ambientais utilizados pela ONU

Metáforas conceituais em reportagens premiadas sobre a biodiversidade da Mata Atlântica

Este artigo descreve o uso de metáforas conceituais em reportagens premiadas sobre a biodiversidade da Mata Atlântica. A descrição, feita a partir de Lakoff e Johnson (2002), revela o papel semântico das metáforas ontológicas e estruturais, mostrando como elas podem clarear e/ou ofuscar conceitos ambientais. Continuar lendo Metáforas conceituais em reportagens premiadas sobre a biodiversidade da Mata Atlântica

A coesão textual frente à regra jornalística da não-repetição de palavras

A coesão textual frente à regra jornalística da não-repetição de palavras[1]

Roberto Villar Belmonte[2]

Resumo: A partir do exame do texto de quatro reportagens premiadas sobre a biodiversidade da Mata Atlântica, este artigo mostra como a repetição de palavras aparece em textos considerados de excelência. A redação jornalística é aqui analisada através da ótica da Lingüística Textual e da Lingüística de Corpus. A observação estatística do corpus foi feita com apoio do programa WordSmith Tools. O padrão revelado pelas estatísticas indica que a repetição de palavras não é um fenômeno aleatório e que, portanto, a regra de redação jornalística que desaconselha as repetições pode ser relativizada. Continuar lendo A coesão textual frente à regra jornalística da não-repetição de palavras

A borboleta ruiva

Uma borboleta ruiva bateu as asas em Paris e me fez – dez anos depois – entrar no curso de especialização em Estudos Lingüísticos do Texto em Porto Alegre. Como pode um fato ocorrido em 1994 ter influenciado a minha matrícula na pós-graduação do Instituto de Letras da Universidade Federal do Rio Grande do Sul com uma década e um Oceano Atlântico de distância? Continuar lendo A borboleta ruiva

Metáforas, Capra, Morin e o mestrado

Assim como fazia no meu antigo site, vou tratar aqui também de Lingüística e de Epistemologia do Jornalismo Ambiental. No curso de especialização que fiz no Instituto de Letras da Ufrgs descobri as metáforas conceituais e logo percebi que se tratam de uma poderosa ferramenta de trabalho para o jornalismo ambiental.

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