A primeira baleia a gente não esquece

Encontrei hoje, depois de anos, o José Truda Palazzo Júnior no Plenarinho da Assembléia Legislativa do Rio Grande do Sul. Há tempos queria contar pra ele que no ano passado finalmente vi minha primeira (e única) baleia franca no litoral catarinense. Foi durante uma trilha entre as praias de Garopaba. O mais legal é que ela foi primeiro avistada pelo meu filho João Pedro. Ela se mostrou por inteira. Ficamos tão boquiabertos que quando lembramos de fotografá-la só conseguimos registrar o aceno de adeus que ela nos ofereceu. O pouco que sei sobre as baleias franca e jubarte aprendi com o velho Truda de guerra.

Baleia avistada pelo meu filho João Pedro em 2009
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Política ambiental ou biologia política?

Durante o lançamento da Plataforma Ambiental da Fundação SOS Mata Atlântica em Porto Alegre (RS), conversei rapidamente com uma amiga ambientalista que não encontrava há anos sobre o radicalismo. Alguns setores do movimento ecológico ainda acham que é possível construir um desenvolvimento sustentável sem conversar com as grandes empresas, líderes ruralistas e políticos não engajados à causa. Ao invés de política ambiental, praticam uma biologia política, observou minha amiga com um tom de desilusão na voz. Gostei do conceito de biologia política. Preservar e conservar sem concessão. É o oposto de explorar sem limites a natureza. A sustentabilidade, a meu ver, está entre estes dois extremos. Menos radicalismo e pré-conceitos, e mais diálogo e pós-conceitos. De ambos os lados. É assim que atua a Fundação SOS Mata Atlântica. Por isso é uma referência mundial.

Plataforma Ambiental para 3 de outubro

Acompanhei nesta terça-feira, 14 de setembro, o lançamento da Plataforma Ambiental 2010 elaborada pela Fundação SOS Mata Atlântica. O evento, organizado pela jornalista Sílvia Marcuzzo, aconteceu no final da manhã no Plenarinho da Assembléia Legislativa. A principal preocupação dos ecologistas é com o possível (e provável) afrouxamento do Código Florestal. Mas não é a única. Por isso a SOS pretendem, na próxima legislatura, formar uma rede parlamentar verde nas assembléias legislativas dos 17 estados onde sobrevive (mal das pernas) a Mata Atlântica, a exemplo das articulações já existentes na Câmara dos Deputados e nas câmaras de vereadores de diversos municípios brasileiros. Confira o documento, que será lançado nesta quarta-feira em Belo Horizonte (MG), no link www.sosma.org.br .