Política ambiental ou biologia política?

Durante o lançamento da Plataforma Ambiental da Fundação SOS Mata Atlântica em Porto Alegre (RS), conversei rapidamente com uma amiga ambientalista que não encontrava há anos sobre o radicalismo. Alguns setores do movimento ecológico ainda acham que é possível construir um desenvolvimento sustentável sem conversar com as grandes empresas, líderes ruralistas e políticos não engajados à causa. Ao invés de política ambiental, praticam uma biologia política, observou minha amiga com um tom de desilusão na voz. Gostei do conceito de biologia política. Preservar e conservar sem concessão. É o oposto de explorar sem limites a natureza. A sustentabilidade, a meu ver, está entre estes dois extremos. Menos radicalismo e pré-conceitos, e mais diálogo e pós-conceitos. De ambos os lados. É assim que atua a Fundação SOS Mata Atlântica. Por isso é uma referência mundial.

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Plataforma Ambiental para 3 de outubro

Acompanhei nesta terça-feira, 14 de setembro, o lançamento da Plataforma Ambiental 2010 elaborada pela Fundação SOS Mata Atlântica. O evento, organizado pela jornalista Sílvia Marcuzzo, aconteceu no final da manhã no Plenarinho da Assembléia Legislativa. A principal preocupação dos ecologistas é com o possível (e provável) afrouxamento do Código Florestal. Mas não é a única. Por isso a SOS pretendem, na próxima legislatura, formar uma rede parlamentar verde nas assembléias legislativas dos 17 estados onde sobrevive (mal das pernas) a Mata Atlântica, a exemplo das articulações já existentes na Câmara dos Deputados e nas câmaras de vereadores de diversos municípios brasileiros. Confira o documento, que será lançado nesta quarta-feira em Belo Horizonte (MG), no link www.sosma.org.br .